Bolo de maçãs vegano

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Eu estava morrendo de vontade de comer maçã assada. Sabe quando a maçã fica bem quentinha, envolta por açúcar, bem suculenta? Hummm, tava matando por isso! Aí fiquei pensando: torta, bolo ou crumble… o quê fazer? Eu nunca havia feito um bolo de maçãs e pensei que seria a opção mais prática.

Eu também queria fazer o bolo mais simples possível e resolvi usar o Wacky Cake como base. É uma receita que foi inventada durante a Grande Depressão nos EUA, quando pouquíssimo ingredientes estavam disponíveis. Ou seja, esse bolo não tem leite, ovos e nem manteiga. E também não precisa de batedeira. Adaptei para usar farinha integral e coloquei no forno. Fiquei um tanto preocupada, achando que não ia ficar gostoso. Mas ficou! Super simples, com muitos pedaços de maçã maravilhosos e perfeito pra acompanhar um chá, café ou uma bola de um bom sorvete de baunilha 😀

  • 2 1/2 xícaras de farinha de trigo integral
  • 1 xícara de de açúcar demerara ou mascavo
  • 2 xícaras de água
  • 1 1/2 de óleo vegetal (prefira os orgânicos)
  • 2 maçãs fujis e 2 maçãs verdes em cubos
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher de chá de canela
  • noz moscada a gosto

Misture as maçãs e o açúcar e reserve. Em outra tigela, misture a farinha, o sal, a canela, a noz moscada, a água e o óleo e misture bem. Adicione as maçãs e o fermento e mexa bem. Unte uma forma com furo no meio com óleo e farinha e coloque a mistura na forma. Leve ao forno pré-aquecido a 200C e asse de 45 minutos a 1 hora. Dependendo forno pode demorar mais. O bolo estará pronto quando você furar com um palito e ele sair limpinho. Coma ele bem quentinho!!

 

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No Chef’s Table tem mulher também! ou 5 motivos para você conhecer a história de Ana Roš

Que Alex Atala que nada! O negócio é assistir ao episódio do Chef’s Table da eslovena Ana Roš!

Admiro o Atala. O seu trabalho para resgatar, apoiar e preservar ingredientes brasileiros é notável. Mas, confesso, que essa campanha que ele tá fazendo pra Seara me deixou com a pulga atrás da orelha. Fico me perguntando o porquê dele topar ser o garoto propaganda da campanha do frango…. sendo que vai contra muita das bandeiras que ele levanta por aí, como por exemplo, priorizar o pequeno produtor local.  Rolou uma decepçãozinha.

Mas vamos voltar ao Chef’s Table. A série produzida pelo Netflix já havia lançado seis episódios no ano passado, estreiou mais seis e o grande buzz gerado foi em torno do Atala. O episódio é bonito e dá aquele orgulho de ser brasileiro, claro. Mas, não tão tocante quanto o da Ana Roš. Ela é uma mulher eslovena que largou a carreira em diplomacia para tocar a cozinha do restaurante do pai do seu marido. Ela não sabia nada de cozinha, muito menos o que era ser um chef. Ela aprendeu tudo sozinha e o que criou é muito impressionante.

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Screenshot do trailer para o Youtube de Chef’s Table

A primeira frase do episódio é “Amor é crucial”. Pronto, já me ganhou. Aí continuo assistindo e ouvindo aquela língua tão diferente que é o esloveno sendo falada, as paisagens lindas, os ingredientes locais, as ideias e histórias da chef e de sua família… UAU! Fiquei realmente encantada. Talvez por  ser uma realidade tão distante da minha, porém há um toque de simpleza. Tão bonito ver o olhar dela para a comida e o processo de se tornar uma cozinheira. Uma total autodidata que tem um enorme apreço por seu país, pelas técnicas tradicionais e pelo seu trabalho. Muito bonito. Vamos aos 5 motivos!

1) Ana é eslovena.
Quantas coisas você sabe sobre a Eslovênia? Eu não sabia absolutamente nada. Depois de assistir esse episódio você vai descobrir muitas coisas. Só de ficar ouvindo esloveno já vale a pena! (Aliás, por quê o Atala fala em inglês no episódio dele?) Que língua diferente, às vezes parece italiano, às vezes russo, francês… E as paisagens? As casinhas, fazendas, natureza… a cor do rio! Fiquei me imaginando morando numa daquelas casas cercadas por belíssimas montanhas…

2) Ana é uma mulher.
Pare e pense em 3 chefes famosos. Rápido! Quantos deles são mulheres? A presença das mulheres comandando grandes cozinhas na alta gastronomia não é muito comum. Por mais que as mulheres desempenhem um grande papel na culinária no mundo inteiro, cozinhando em casa para suas famílias por séculos, ainda são os homens que dominam o status de ser um grande chef.

3) Ana não é uma chef profissional.
Ela não frequentou nenhuma escola de gastronomia e também não aprendeu a cozinhar na França ou Itália. Ali, em sua cozinha, fazendo experimentos, testando, ouvindo sugestões e sobretudo dando espaço para a criatividade ela fez de seu restaurante algo fantástico de um nível profissional e de alta gastronomia, mesmo sem o diploma.

4) A história de Ana é inspiradora.
Ana largou sua carreira em Relações Internacionais para ficar com o marido e cozinhar no restaurante do sogro, contrariando seus pais, mas seguindo o seu coração. Ela não fazia ideia do que estava fazendo e deve ter sido aterrorizador. Isso nos faz lembrar que nunca é tarde para fazer algo totalmente novo e mudar o rumo de nossas vidas.

5) Ana valoriza as tradições e ingredientes locais.
Em uma parte do episódio, Ana comenta que quando decidiu usar produtos locais como ingredientes principais de seus pratos, sua relação com a comida mudou. Ela diz: “Estar ciente da tradição local é a base sobre a qual um chef deveria construir suas criações.” É assim que damos alma à comida: quando colocamos no prato nossa bagagem cultural, emocional, social, tudo. E é isso que Ana faz.

Pronto, agora corre pra assistir. Pode ir! Vai!!! 😀

Estrogonofe de palmito

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É, eu acabei de escrever no último post que não gosto de dar o mesmo nome pra pratos versão natureba, mas devo dizer que esse estrogonofe tem gostinho do que eu comia na infância, então, por isso, me reservo o direito de chamar essa receita de estrogonofe! 😀

Desde que parei de comer carne, sempre senti falta do molhinho rosinha do estrogonofe, mas mesmo com vontade de comer, não consigo engolir a carne. Quando encontrei essa receita foi pura felicidade! Já variei bastante os ingredientes: ao invés do palmito, usei abobrinha, abóbora menina, cogumelos… geralmente algum legume mais durinho.

Na semana passada achei o palmito pupunha fresco no mercado (e num preço bom) e testei pela primeira vez sem o palmito em conserva e ficou muuuito melhor. Para acompanhar sempre faço umas batatas no forno com alecrim, sal e azeite. Pode ser batata doce ou asterix e de vez em quando também gosto da palha 😀

Ah, também dá pra tirar o creme de leite e colocar leite de coco ou algum leite vegetal.

Então vamos para a receita!

  • 400g (ou 1 vidro de palmito, 1 abobrinha e 1 bandeijinha de cogumelo paris fresco)
  • 1 cebola e 2 dentes de alho picados
  • 2 col. de sopa de extrato de tomate
  • 1 tomate maduro picado (opciona)
  • sal e pimenta a gosto
  • 1 caixinha de creme de leite
  • 1 xícara de água

Refogar a cebola e o alho com um pouquinho de azeite. Acrescentar o tomate e deixar cozinhar bem. Adicionar os legumes que você escolheu e refogar. Adicionar o extrato de tomate e água, temperar com sal e pimenta e deixar cozinhar com a tampa por 5 minutos. Desligar o fogo e acrescentar o creme de leite. Misturar e servir! Hummm

Pasta de avelãs e cacau

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Essa receita é polêmica, rs. É conhecida pelo nome de nutella caseira, mas não vou chamar assim, pois na minha opinião, não ficou parecido com nutella. Não gosto de chamar as coisas mais saudáveis por nomes das coisas gordas, por que nunca vai ser igual. Tipo brigadeiro vegano… nunca vai ter o gosto do caramelo de leite do brigadeiro! Por isso tem que chamar de docinho… ou inventar outro nome, sei lá! rs

A principal diferença que notei, é que nessa receita o avelã é o ingrediente principal, e o seu sabor é super acentuado. Muuuuito diferente da nutella, que na verdade é um creme de chocolate com avelã e não ao contrário. (No rótulo, só indica 13% de avelãs). É quase uma peanut butter, mas na verdade é uma hazelnut butter com chocolate.

Ela ainda é mais polêmica, porque eu não gostei TANTO assim… Mas, como outras pessoas que provaram gostaram, achei que valia a pena postar aqui. Depois me contem se gostaram, ou se já fizeram outra receita que deu certo 😉

Usei 400 g de avelãs. Foram todas para uma assadeira em forno médio para tostar um pouquinho e facilitar a remoção das casquinhas. Depois de uns 15 minutos de forno, é só esfregar em um pano de prato limpo e as casquinhas vão sair. E não se preocupe em removê-las completamente, pois não sai tuuudinho mesmo. Outra técnica é colocá-las em um pote de vidro e chacoalhar bem.

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Depois, processe as avelãs. E não se desespere, pois essa parte demora mesmo (mesmo! tipo uns 25 minutos) mas uma hora a pasta começa a se formar. Acho que as minhas demoraram mais pois ficaram menos tempo no forno e estavam um pouco velhas, já.

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Depois que formar a pasta, adicione 1/4 de xícara de cacau e açúcar a gosto. Também pode-se usar mel, melado, stevia… você decide. Outra opção de usar chocolate amargo derretido ao invés de cacau em pó. Acho que fica mais gostoso 😉

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Pronto, é só guardar num pote de vidro bem limpinho. Pode comer com pão de fermentação natural, colocar no brigadeiro, chocolate quente….

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Pão de fermentação natural

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Há alguns posts atrás, falei do pão de fermentação natural (aqui) e prometi dar a receita, então aqui vai. Lembrando que essa receita é da Vivi Lavratti, e só adaptei para xícaras medida padrão aqui em casa. Ela vai dar uma oficina de fermentação natural em julho e eu recomendo MUITO, pois apesar da receita estar completa aqui, a fermentação natural tem vários detalhes que fazem a diferença. (Clica aqui para mais informações sobre a aula dela na Taste n’Learn)

A primeira coisa a fazer para começar o seu pão é refrescar o fermento natural. No mínimo 3 horas antes de começar a fazer a receita, tire o seu fermento da geladeira e alimente-o: você precisará medir a quantidade de fermento que tem (com uma balança ou colheres medidoras) e colocar a mesma medida de água e farinha. Misturar bem até ficar sem gruminhos e deixar em temperatura ambiente por no mínimo 3 horas.

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Quando ele estiver cheio de bolhinhas assim, todo vivinho, pode começar o pão! Em uma tigela grande coloque 1 1/2 xicara (200g) de farinha de trigo branca e a mesma quantidade de farinha de trigo integral. Misture com as pontas dos dedos e adicione 250 ml de água mexendo bem até toda a água incorporar na farinha. Deixar descansar 20 minutos para que a farinha fique bem hidratada.

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Depois, adicionar 1/3 de xícara (80g) do fermento refrescado e começar a sovar a massa. Nesse passo parece que não vai dar certo e você vai querer adicionar mais farinha, mas não precisa! Com calma e paciência, vá sovando a massa… Esse link é ótimo para saber como sovar cada tipo de massa (mais líquidas, mais secas), vale a pena visitar para saber como sovar a sua. Sove por 10 minutos e acrescente o sal. É importante acrescentar o sal só depois que o fermento estiver bem incorporado a massa, pra não matar nossos bichinhos queridos. Depois de sovar bem deixe descansar de 3 a 6 horas (até dobrar de tamanho). Você também pode deixar a fermentação acontecer na geladeira durante a noite toda e assar o pão de manhã.

Quando estiver bem fofo é hora de fazer as dobras de reforço: abra um pouco a massa com as pontas dos dedos puxe uma das laterais até o meio e faça o mesmo com a outra. Vire ao contrário e faça o mesmo. A ideia aqui é prender o ar dentro do pão. Deixe descansar por 1 ou 2 horas. Nesse momento você pode adicionar passas, nozes, azeitonas, sementes… o que quiser. Mas isso é opcional.

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Pré-aqueça o forno a 250 graus e transfira o pão para uma assadeira. Asse o pão por 20 minutos nessa temperatura e depois abaixe para 200 graus por mais 20 minutos. Para criar uma casquinha mais crocante, assim que colocar o pão no forno, borrife água com um spray.

Aproveite o seu pãozinho ❤

 

 

 

Escondidinho de mandioca com legumes

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Mandioca, assim como o coco, é outro ingrediente fantástico. Quantas coisas podemos fazer com essa raiz tão nutritiva: farinha, goma de tapioca, tucupi, polvilho…. e esse escondidinho bem gostoso!

A receita foi inspirada em um almoço que um casal de amigos fez pra gente quando fomos visitá-los, um escondidinho vegetariano! Eu adorei a ideia de usar a mandioca no lugar da batata, só me fez lembrar o quanto essa raiz é saborosa e que deveríamos usá-la mais na cozinha.

Da primeira vez que eu tentei reproduzir a receita foi um caos na cozinha! Cozinhei os pedaços de mandioca na panela comum e na hora de amassar, achei que o garfo ia dar conta (meu amassador de batatas quebrou :() e haja braço pra transformar tudo aquilo em purê… imagina a bagunça rs

Dessa vez, cozinhei bastante tempo na pressão e usei meu amado mixer de mão que me dei de Natal, fácil, fácil. O que eu mais gosto dessa receita é que é muito prática, é só refogar os legumes que você tiver na geladeira, dar o seu temperinho e colocar no forno! Nesse frio então, sempre é bom comer esses assados ❤ Essa é receita que eu fiz da última vez, mas certeza que dá próxima já vai ser diferente 😀

  • 700g de mandioca
  • 2 berinjelas, 1 abobrinha, 2 cenouras em cubinhos (o que eu tinha na geladeira, voceê pode colocar o que mais gostar)
  • 1 cebola grande picada
  • 3 dentes de alho picado
  • 1 maço de salsinha
  • Orégano, sal, pimenta e azeite a gosto

Refogar a cebola, alho e todos os legumes na panela e temperar bem. Cozinhar a mandioca na pressão por aproximadamente 30 minutos. Quando sair toda a pressão, abra a tampa e bata tudo com um mixer de mão (não jogue a água fora, ela vai ajudar a dar a consistência de purê)* e tempere a gosto. Em um refratário espalhe os legumes e por cima o purê de mandioca. Se quiser, rale parmesão por cima e leve ao forno alto por 20 minutos. Se você tiver a opção grill no seu forno, use… como o meu não tem, meu escondidinho ficou assim meio sem cor. 😛

Aproveite!

*eu raramente uso leite ou creme de leite em purês… pode usar água mesmo!! é só temperar bem depois 🙂

Suco do sol ou Limonada de açafrão da terra com gengibre da Paola

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Quando fiz a aula com a Paola no Ateliê Muriqui (contei sobre isso aqui), ela preparou essa limonada logo no começo, para nos receber. Eu nunca tinha imaginado fazer um suco de cúrcuma, afinal, essa especiaria é mais conhecida por nós em currys e pratos salgados. Mas não é que fica muito gostoso? É um sabor super diferente e nosso paladar precisa se acostumar, mas com a ajuda do gengibre e do limão fica mais fácil 😉

Recentemente a Bela Gil postou um vídeo no seu canal do Youtube sobre os benefícios da cúrcuma, e ela diz que alguns estudos apontam que ela é mais eficaz do que o ibuprofeno e é super antibacteriana e anti-inflamatória, assim como o gengibre. Nesses dias frios que tem feito em São Paulo, a sinusite insiste em me perseguir, por isso estou fazendo o suco (quase) todos os dias. No primeiro, coloquei muito limão e ficou bem forte, da segunda vez usei abacaxi para adoçar e ficou perfeito. Aliás, a versão com abacaxi está no cardápio do Arturito 😉

  • 1 pedaço de cúrcuma pequeno (umas 4 rodelas) ou 1 colher de sopa rasa de cúrcuma em pó
  • a mesma quantidade de gengibre
  • 1 limão espremido (pode ser qualquer tipo, tahiti, cravo ou siciliano)
  • 1 copo de água ou água de coco
  • mel ou melado a gosto (opcional)
  • 2 rodelas de abacaxi (opcional)

Bater tudo no liquidificador bastante. Não precisa coar 😉

Rende 1 copo.

Saúde!

Brigadeiro de paçoca

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Já faz um pouco mais de um ano que resolvi fazer brigadeiros sob encomenda e criei os Brigadeiros da Giugiu. Comecei com dois sabores: cacau 100% orgânico e limão siciliano. Logo depois resolvi juntar ao brigadeiro um dos meus docinhos preferidos: paçoca! E a combinação ficou muito muito boa. Aproveita que é época de festas juninas e faz na sua casa!

  • 1 lata de leite condensado
  • 1 colher de sopa de manteiga sem sal
  • 6 a 8 paçoquinhas amassadas

Em uma panela misture o leite condensado e a manteiga em fogo baixo até desgrudar do fundo. Desligue o fogo, adicione 3 paçoquinhas e misture bem. Transfira para um prato e deixe esfriar na geladeira. Enrole as bolinhas e passe nas paçocas amassadas.

 

 

 

Sopa Mágica

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Em um domingo à noite, friozin, já cansados passamos no supermercado. Aquele pesar de ser quase segunda-feira já pairava no ar. Olhávamos o preço dos produtos, e o desânimo tomava conta. Banana para a semana, tá faltando cândida, não esquece de pegar a farinha! Hora de ir pro caixa. Peraí, o que vamos comer de janta? Peguei um pacote de ervilha, uma cenoura e uma maço de coentro. Vamos, que hoje vai ter sopa! E aí o clima já mudou… vai ter sopa! ❤

Fazer sopa, ou um bom cozido de panela, também é algo mágico. Tudo numa mesma panela e em pouco tempo ter algo tão gostoso e que esquenta não só o corpo, mas a alma… só pode ser magia! 🙂 Fora que nesse dia também me senti um pouco maga ou bruxa colocando temperos no caldeirão, fazendo cheiros, texturas e mexendo tudo com a colher. (filha de bruxinha, bruxinha é, né mãe? Aliás, as sopas da minha mãe são sempre as mais gostosas!!)

Primeiro, refoguei a cebola, alho e a cúrcuma. Adicionei sal, páprica picante, um pouco de cominho e da cebolinha e os talos do coentro. Deixei que tudo ficasse dourado, cortei as cenouras em rodelas e coloquei junto com as ervilhas. Cobri com água e fechei a tampa da panela de pressão, por conta do tempo. Depois de 20 minutos, tudo tinha secado e grudado um pouquinho no fundo. Mas sem desespero. Adicionei água quente e bati tudo no liqüidificador. Acertei o tempero e servi com um fio de azeite, páprica e folhas de coentro. Amor na tigela. Estávamos prontos pra comer a semana. ❤

 

 

Moqueca de peixe com leite de coco feito em casa

IMG_2171Desde pequena lembro dos meus pais fazendo moqueca em casa. Quando eu tinha uns 8 anos eles foram comemorar 10 anos de casados em Salvador e voltaram apaixonados por moqueca e com duas panelas de barro.

Sempre achei moqueca um prato delicioso e minha mãe gosta de dar o seu temperinho, colocando diversos frutos do mar… o arroz com alho e leite de coco dela também não podiam faltar! Hum, domingos com moqueca são maravilhosos!

Depois que casei, comprei a minha panela de barro (uma pequena, pra caber dentro do apartamento :)) mas nunca tinha feito moqueca até esse ano! Pesquisei algumas receitas, recorri à memória de minha mãe cozinhando e saiu uma moqueca muito gostosa! E nesse friozinho tenho usado muito a panela de barro pra fazer cozidos que aquecem o coração.

E hoje vai ter moqueca!

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Minha mãe sempre usou cação, barato, fácil de achar e de carne firme que fica ótimo cozido. Mas, andei pesquisando e cação (que nada mais é do que tubarão, sim, carne de tubarão) não é um peixe sustentável para se consumir 😦 Isso significa que os tubarões estão em extinção e não há um controle para a pesca deles.

Conseguir informações sobre os peixes mais sustentáveis para se consumir não é fácil… e a oferta nos supermercados não é lá grande coisa, ainda mais se você mora longe do litoral. Porém encontrei esse Guia de Consumo Responsável de Pescados da Unimonte, em Santos. Lá, não achei o cação, mas pelas minhas pesquisas  (aqui e aqui) é bom evitar ao máximo. Com essa receita de moqueca você pode usar o que quiser como recheio: camarão, banana, palmito pupunha, couve-flor… use a imaginação, pois leite de coco + coentro + dendê fica bom com qualquer coisa 🙂

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Moqueca de peixe com leite de coco caseiro

(para uma panela pequena)

  • 2 postas de cação ou qualquer outro peixe de sua escolha
  • 2 tomates grandes
  • 2 cebolas grandes
  • 1 pimentão vermelho grande
  • 1 maço de coentro
  • 300 ml de leite de coco caseiro
  • azeite de dendê, sal e pimenta a gosto

Corte as cebolas, tomates e pimentão em rodelas grandes e tempere as postas de peixe com sal, pimenta e limão a gosto. Com a panela desligada monte as camadas: cebola, pimentão, tomate e peixe. A cada camada, tempere com sal e pimenta. Termine com bastante coentro picado. Adicione o leite de coco e o dendê e deixe tudo cozinhar até que peixe esteja cozido. ❤

Leite de coco caseiro

Segui a receita da Rita Lobo e quis fazer tudo do zero mesmo. Comprei o coco seco, coloquei no forno até que começasse a rachar e a trabalheira começou! Com ajuda de uma faca e uma martelo fui soltando a polpa da casca, cortei em pedacinhos e bati no liquidificador com a mesma proporção de água fervendo e coco. Depois coei, e pronto! 😀 Achei meio amarguinho, mas o resultado final na moqueca ficou excelente! Depois fui olhar os vidrinhos de leite de coco que eu tinha comprado e na lista dos ingredientes há bem mais coisa do que apenas coco e água: mil espessastes e conservantes. Fora que foi muito legal “descobrir”o coco… fiquei pensando em mil ideias para fazer com crianças. Eu recomendo você ter essa experiência pelo menos uma vez, depois pode comprar o coco já ralado na feira mesmo 😉

Arroz com alho frito e leite de coco

Fritar 2 dentes de alho no azeite de oliva e adicionar 2 copos de arroz. Refogar e temperar com sal. Adicione 2 copos de água. Quando a água estiver quase secando, adicione o leite de coco e deixe secar. Fica uma delícia na panela de barro também 🙂