Quibe de abóbora e molho de iogurte

Em dias de calor minha mãe sempre costumava fazer iogurte com pepino e hortelã pra comer com a salada. Eu acho uma delícia, além de super refrescante. Sempre pensei que fosse uma receita inventada por ela mesma, ou costume de família. Até que um dia fui visitar uma amiga que também tem família armênia, como eu, e encontrei o mesmo prato sendo servido. Eu parecia criança de novo, toda feliz contando pra ela que minha mãe fazia. Aí ela me contou que se chama djadãr em armênio e que na casa dela eles costumam usar orégano no lugar da hortelã e comer como se fosse uma sopinha mesmo. De novo, me apaixonei! Tanto com hortelã quanto com orégano ficam uma delícia. Dessa vez, escolhi servir com quibe de abóbora (mas eu gosto mesmo é de comer de colher!!)

Ingredientes djadãr:

  • 2 copos de iogurte natural ou coalhada
  • 1 pepino japonês em cubinhos
  • óregano, azeite e sal a gosto
  • cubos de gelo

Misture tudo em uma tigela grande.

Ingredientes quibe de abóbora:

  • 500g de abóbora cabotiá cortada em cubos
  • 2 xícaras de trigo para quibe
  • 2 xícaras de água quente
  • 1 cebola grande fatiada
  • 3 dentes de alho amassados
  • 1 maço de hortelã
  • cominho, sal e páprica picante a gosto

Em uma panela grande refogue a cebola e o alho com azeite e sal até ficar bem dourados. Acrescente a abóbora e encha 1/4 da panela com água. Tampe e cozinhe até a abóbora ficar bem macia. Enquanto isso, hidrate o trigo com água quente. Amasse a abóbora com um garfo ou use um mixer. Escorra bem o trigo e misture com a abóbora. Tempere com azeite, sal, cominho, páprica picante e mexa bem. Leve a um refratário em forno pré-aquecido a 200C por 30 minutos. Sirva com djadjãr.

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Oficina de pão e fermentação natural

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Como já contei aqui, aqui e aqui sobre minhas aventuras com fermentação natural vocês já devem saber que comecei a dar oficinas de pão para educadores. Foi uma forma que encontrei de compartilhar com as amigas educadoras e também de estudar mais a fundo a fermentação natural. E olha que o o estudo tá rendendo! Muitas novidades estão vindo! As oficinas também estão sendo um sucesso e muitas pessoas estão me procurando para aprender a fazer o pão. Portanto, resolvi abrir as inscrições para todos (educadores ou não).

Será uma manhã deliciosa com degustação de pães, informação, conhecimento, e claro, mão na massa.

Data: 27/08/2016
Horário: 10h às 13h
Onde: São Paulo/SP
Vagas: 12
Valor: R$70

Para se inscrever, preencha o formulário abaixo com seus dados e responderei com os dados da conta bancária para transferência ou depósito para confirmação da inscrição.

*desistências: caso você pague e não possa comparecer no dia, sua vaga estará garantida na próxima oficina. Não fazemos devolução do valor.

 

Polenta em Buenos Aires

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Nossa pequena cozinha em Buenos Aires

Chegamos há alguns dias em Buenos Aires para tirar nossas esperadas férias! Alugamos um monoambiente pelo Airbnb e assim que vi a cozinha já sabia o que eu queria cozinhar primeiro: polenta! Da última vez que viemos, encontrei uma polenta muito saborosa para vender em um restaurante vegetariano (Esquina de Las Flores) e estava morrendo de vontade de provar de novo. Nosso primeiro almoço na cidade foi lá e aproveitei pra levar o pacotinho de polenta.

Polenta nada mais é do que mingau de fubá. Mistura-se farinha de milho com água e o molho de sua preferência. No mercado é bem difícil encontrar polentas orgânicas, e enfatizo aqui que você deva consumir somente produtos derivados do milho se forem orgânicos!


A polenta que comprei aqui é orgânica e bem saborosa. Não chega a ser uma farinha, tá mais pra uma quirera, quando parece que os grãos do milho foram só quebradinhos. No Brasil já encontrei produtos da Ecobío com milho orgânico, inclusive a quirera. Mas essa receita pode ser feita com o fubá orgânico também.

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Cozinhar em uma cozinha que não é sua é uma aventura! Você vai descobrindo os utensílios, jeitos de ligar o fogão e vai tendo algumas surpresas e precisa improvisar várias coisas. Essa polenta foi bem despretensiosa, para uma noite entre amigos que não se viam há algum tempo. 🙂 E o resultado foi vinho, conversas, risadas e a barriga cheia de felicidade.

Compramos uma bandeja de cogumelos, um maço de espinafre, cebolas e alho na verdulería e uma lata de tomates pelados no mercado, pois não encontramos tomates muito bonitos. Uma receita de poucos ingredientes, mas você pode ousar nos temperos e ingredientes para o molho.

Encontrei uma panela nem muito pequena, nem muito grande e coloquei água para ferver. Quando ferveu, adicionei sal e a polenta e mexi até levantar fervura. Depois ficou fervendo mais uns 15 ou 20 minutos. Eu sempre faço polenta no olho, mas você pode calcular a proporção de 1 pra 4. 4 medidas de água pra 1 de polenta.

Para o molho, refogamos alho e cebola e adicionamos os cogumelos paris cortados em quatro. Já que estávamos bebendo vinho, aproveitei para colocar um pouquinho na panela também. Com as mãos, espremi os tomates da lata na panela e deixei ferver por 5 minutos. Ajustei o sal e coloquei as folhas de espinafre, que aqui são menos suculentas. Mexi até incorporar tudo e pronto! Que delícia 🙂

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Polenta com molho de tomates, espinafre e cogumelos

  • 1 litro de água
  • 250g de fubá ou quirera
  • 1 lata de tomate pelado ou 4 tomates italianos
  • 1 cebola em cubinhos
  • 4 dentes de alho picados
  • 1 maço de espinafre
  • 1 bandeja de cogumelos paris ou qualquer outro de sua preferência

Aqueça 1 litro de água em uma panela e quando ferver coloque o sal e o fubá e mexa até ferver e pegar consistência. Tampar e mexer de vez em quando por 15 a 20 minutos. Em outra panela, doure o alho e a cebola em azeite e acrescente os cogumelos. Acrescente os tomates picados e ajuste o sal. Deixe ferver por 5 minutos e junte as folhas de espinafre. Quando murchar, desligue o fogo e sirva com a polenta mole em uma cumbuca.

Raros Fazedores de Chocolate

 

Quando estava pesquisando sobre os expositores do Mercado Manual que aconteceu nos dias 29 e 30 de abril no Museu da Casa Brasileira, me deparei com o nome “Raros Fazedores de Chocolate”. Claro que fiquei super curiosa e minha vontade de conhecer a feira só cresceu. Mas, acabei chegando tarde e eles tinham ido embora 😦 o chocolate todo foi vendido! Ou seja, só fiquei mais curiosa e com mais água na boca ainda.

Os Raros Fazedores de Chocolate são, na verdade, dois agronômos (um casal <3) que resolveram fazer chocolate da forma mais pura possível. E conseguiram! A maioria das barras que produzem têm só dois ingredientes: cacau e açúcar. Como não amar?

Depois de alguns dias, descobri que os chocolates começaram a ser vendidos na loja A Queijaria, na Vila Madalena (perto do trabalho do marido! yay!) e então, pude experimentar um chocolate 100% puro e 100% brasileiro. Logo na primeira mordida, estranhei. Definitivamente o gosto não é de chocolate, ou pelo menos do gosto de chocolate que estamos acostumados a comer. É ácido e amargo, mas é bom. É de verdade! É esse o gosto do cacau. Forte.

Experimentamos o 66% feito com cacau de Linhares no Espírito Santo. Esse da foto é o 60% cacau e 20% castanha do Brasil, mais macio e um pouquinho mais suave. Porém a acidez ainda está lá.

O que eu mais gostei foi o conceito: fazer um produto artesanal, brasileiro, do jeito que se fazia há muito tempo atrás e que prioriza bons produtores de cacau. Esse jeito de fazer chocolate tem nome: bean-to-bar. Isso significa que o mesmo produtor seleciona as amêndoas de cacau, faz o processo da torra (a fermentação e a secagem é feita anteriormente, na fazenda), e a moagem, onde a gordura do cacau se liquefaz e se transforma no líquido dos deuses e está pronto para se misturar ao açúcar. Ahhhh, chocolate é uma coisa mágica mesmo. Não é a toa que os Astecas acreditavam que o cacau era um presente do deus Quetzalcoatl, deus da sabedoria.

Tudo isso pra dizer que: você precisa provar chocolate de verdade! É diferente de tudo que já experimentou antes. Talvez você nem goste, mas vale a pena sentir o gosto do cacau uma vez na vida, já que a maioria dos chocolates por aí tem tão pouquinho dessa fruta dos deuses.

Para saber mais:

Raros Fazedores de Chocolate
http://www.rarosfazedoresdechocolate.com.br

A Queijaria
http://www.aqueijaria.com.br/