Fainá

Das vezes que fomos para Buenos Aires, sempre me chamava a atenção as plaquinhas do lado de fora das pizzarias Kentucky: Pizza a caballo. Eu ficava imaginando uma pizza com um ovo frito em cima, já que minha única referência é o famoso bife a cavalo. Mas, não tem nada de ovo não… é na verdade o fainá ou la fainá, uma panqueca feita de farinha de grão de bico que acompanha a pizza.

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O fainá é um prato originário da Gênova, na Itália e foi trazida por imigrantes no começo do século passado e é bem conhecido na Argentina e no Uruguai. Já no Velho Continente é conhecido por farinata di ceci. Quando experimentei da primeira vez, confesso que não achei graça, e ainda me pergunto por quê comer junto com a pizza. É uma massa bem densa, mas neutra. Fiquei intrigada para saber como era feita e quando pesquisei a receita fiquei animada com a praticidade… só juntar a farinha de grão de bico, sal, azeite de oliva, água e forno. Me empolguei e acabei aproveitando a neutralidade da massa pra colocar um recheio bem gostoso em cima e comer como uma pizza.

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Foi uma ótima pedida para um jantar de meio de semana, super rápido, prático e mata a fome de todo mundo! Para os recheios escolhi queijo com cebolas carameladas, ou como os hermanos gostam de chamar fugazzeta; e abobrinhas grelhadas, cebola roxa, tomatinhos e queijo brie.

Fainá

  • 250g de farinha de grão de bico
  • 700ml de água
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 1 colher de chá de sal

Misturar tudo bem com um fouet ou garfo. A massa ficará bem líquida. Coloque metade em uma assadeira redonda alta de aproximadamente 25 cm de diâmetro em forno pré aquecido a 200C por 35 minutos. Adicione o recheio de sua preferência e volte ao forno por mais 5 minutos. Ou, faça como os portenhos e como com a sua pizza. 😉

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Tacos Mexicanos Vegetarianos

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Ando viciada em um restaurante novo que abriu em alguns shoppings de São Paulo, o Mexcla. Eles oferecem quatro opções de pratos: burrito, taco, salada e sopa, e você mesmo escolhe o que quer no prato, desde as proteínas até os acompanhamentos. O mais legal é que eles mesmo produzem tudo diariamente nos restaurantes. Dá pra sentir a diferença no paladar, tudo muito fresquinho e saboroso. Fast Food, mas com comida de verdade.

Da última vez que fui lá, fiquei com a pulguinha atrás da orelha que poderia reproduzir os tacos em casa. Não fiz todos os acompanhamentos, que são muitos, mas escolhi os que fazia questão: arroz com limão, feijão, milho assado, sourcream, guacamole, alface romana, queijo e claro, tortillas.

É uma ótima opção para um jantar com amigos, ou até mesmo pro meio da semana. Todos os preparos são simples e rápidos e rendem um banquete! E o melhor é que é tudo vegetariano, ou vegano (se preferir deixar de fora o sourcream e o queijo). Delícia, não vejo a hora de fazer tudo de novo!

Seguem as receitas abaixo, menos do feijão que acabei comprando um tempero pronto para tacos no mercado. Mas, deixo aqui a lista de temperos que você pode usar: cebola, páprica, pimenta verde, alho, cominho, orégano e pimenta do reino.

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Tortilla

  • 2 xícaras de farinha de trigo branca
  • 2 xícaras de farinha de milho fina (fubá mimoso)
  • 1 pitada de sal
  • água até dar o ponto

Misture as farinhas e o sal em um tigela. Vá colocando água até formar um bola homogênea. Sove de 10 a 15 minutos. Cubra com um pano e deixe descansar de 30 minutos a 1 hora. Enquanto isso, prepare os outros acompanhamentos. Depois do descanso, divida a massa em 8 e faça bolinhas. Com um pouco de farinha na bancada, abra discos finos e asse em frigideira bem quente (ou chapa de ferro) até dourar. (2 minutos de cada lado é suficiente, as tortillas não devem ficar muito duras)

Sourcream

  • 200g de iogurte natural
  • sumo de meio limão
  • 1 colher de chá de sal

No próprio potinho do iogurte, coloque o sal e o limão e misture. Transfira o iogurte para uma peneira com um papel toalha dobrado em 2 para que o líquido drene. Coloque uma tigela embaixo para que o líquido não escorra. Deixe descansando por 1 hora, descarte o líquido que escorreu e transfira o sourcream que ficou na peneira para um pote.

Arroz com coentro e limão

  • meia cebola picada
  • 2 dentes de alho picados
  • raspas de 1 limão
  • 5 talos de coentro
  • 1 xícara de arroz branco
  • 1 colher de chá de sal
  • 2 xícaras de água

Doure a cebola e o alho com azeite em uma panela. Acrescente o arroz, o sal e as raspas de limão e mexa bem. Acrescente a água e um talo de coentro e deixe cozinhando em fogo médio até a água secar. Na hora de servir, salpique coentro picado.

Milho assado com cebola e limão

  • 1 pacote de milho congelado (300g)
  • meia cebola picada grosseiramente
  • sal a gosto
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • sumo de meio limão

Adicione todos os ingredientes, menos o limão, em uma forma antiaderente e levo ao forno a 250C por 25 minutos. Durante o cozimento, mexa com uma espátula para que não queime. Tempere com limão e sirva.

Guacamole

  • 2 avocados pequenos ou meio abacate maduro
  • meia cebola roxa picada
  • 1 tomate picado
  • coentro picado, sal, azeite e limão a gosto

Em uma tigela, esmague o abacate com um garfo e misture todos os ingredientes. Eu gosto da guacamole bem azedinha, com bastante limão e coentro também, mas isso vai de cada um. Também gosto de deixar as sementes do tomate, sem desperdiçar! Ah, também pode adicionar molho de pimenta ou pimentas frescas!

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Para montar os tacos é só pegar uma tortilla e começar com um pouco do arroz, depois o feijão, o milho assado, guacamole, alface romana em tiras, sourcream e queijo! NHAM!

Abóbora assada com mel e balsâmico

Semana passada comprei meia abóbora cabotiá pra fazer a receita de curry vegetariano da Rita Lobo, que faz parte de uma série pro Youtube do canal Panelinha, o Em Uma Panela Só. Já pensando no jantar do resto da semana, reservei metade da abóbora na geladeira. Daí foi só descongelar o feijão vermelho orgânico já cozido, temperar com cebola bem fritinha, fazer uma farofinha com tomates em cubos e colocar a abóbora no forno. Pronto, almoço do sábado garantido e bem rápido!

A receita também é do site Panelinha e ficou deliciosa. Não achava que só um pouquinho de mel e balsâmico iam dar tanto sabor à abóbora, mas ficou ácido e doce na medida certa. A textura fica bem macia e ao mesmo firme, condensando todo o sabor da cabotiá. Para decorar, espalhei salsinha picada e sementes de girassol.

  • 1/4 de abóbora cabotiá
  • 2 colheres de sopa de mel
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 2 colheres de sopa de vinagre balsâmico
  • sal e pimenta do reino a gosto

pré aqueça o forno a 200C. Corte a abóbora em fatias de mais ou menos 2 cm. Misture o azeite, mel e balsâmico em uma tigela grande e coloque a abóbora, mexendo com as mãos para que pegue bem o molho. Coloque as fatias enfileiradas em uma forma e tempere com o azeite e sal. Leve ao forno e asse até que fiquem macias. (no meu forno demorou 45 minutos)

Outras combinações interessantes:

shoyu + azeite + gengibre picado + alho + gergelim

azeite + sal + tomilho

azeite + sal + páprica defumada

 

Sorvete de banana caramelada

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Quando eu vi essa receita de Sorvete de Banoffee Pie do Prato Fundo semana passada, sabia que eu tinha que fazer o mais rápido possível! Desde que postei a receita da Dani Noce com a massa de fermentação natural aqui no blog, o gostinho de quero mais ficou no ar, mas nunca me animo pra fazer tortas (preguicinha, é verdade). Porém, desde que resgatei minha sorveteira da cozinha dos meus pais, decidi testar novas receitas, e essa pareceu perfeita!

Vou começar já dizendo que eu não achei nada parecida com a torta de banoffee que já tinha provado. Na receita que fiz, o recheio é de creme de confeiteiro com doce de leite e fica super leve, suave e não muito doce. Já a receita do Prato Fundo foi baseada em uma outra do Jamie Oliver em que a base é feita de caramelo de banana. Achei a ideia genial, pois o gosto da banana ficar super acentuado e delicioso.

Fiquei encucada com a referência de banoffee pie ser diferente para uns e outros. Fui pesquisar e no Wikipedia diz que a receita original foi criada no restaurante The Hungry Monk, na Inglaterra. A parte do toffee vem do leite condensado cozido por horas (na minha terra isso chama doce de leite, hehe) e a banana vem só por cima para decorar. Ou seja, acredito que o Jamie quis levar a palavra toffee (que é manteiga e açúcar) ao pé da letra e não usar leite condensado, criando um caramelo de banana. Achei a ideia incrível, porém com sabor bem diferente da tradicional.

Por conta de tudo isso, o título da receita se chamará sorvete de banana caramelada, pois acredito que o gosto da banana e o caramelo falem mais alto. Gostei muito do resultado. Ficou super cremoso e com um sabor maravilhoso de banana. Um pouco doce pro meu paladar, da próxima vez diminuo o açúcar, mas mesmo assim vale a pena. Ah, também acabei fazendo sem a bolacha maizena 🙂

Ingredientes

  • 150g açúcar cristal
  • 250g bananas nanicas maduras (ou 2 bananas médias)
  • 100g leite integral
  • 1 colher de chá de essência da baunilha (ou extrato, ou a fava)
  • 300g creme de leite fresco gelado
  • 15g açúcar refinado

Em um mixer ou liquidificador coloque as bananas picadas, leite e a baunilha (se usar essência, deixe a baunilha para colocar no final do preparo do caramelo). Bata bem até obter uma mistura homogênea e reserve.

Em uma panela alta, coloque o açúcar para caramelizar em fogo médio e mexa de vez em quando até obter um caramelo cor âmbar. (Eu tenho traumas com caramelos e esse passou um pouco do tempo, ficou um pouquinho amargo, portanto, não deixe queimar demais. 6 minutos teriam sido suficientes.)

Adicione a mistura de bananas e cozinhe por mais 6 minutos, até que tudo se dissolva bem. Tome cuidado nessa hora, o caramelo pode espirrar!

Desligue o fogo e transfira o caramelo para uma tigela e deixe esfriar completamente.

Enquanto isso, bata o creme de leite e o restante do açúcar em ponto chantilly. Incorpore o creme no caramelo frio, devagar e com paciência. A mistura ficará bem areada e leve. Transfira para um pote e leve ao congelador por 6 horas. Prontinho, nem precisa de sorveteira 😉 Fica super cremoso! E caso queira usar uma,  é só seguir as instruções do fabricante.

 

Legumes assados e tostados

Na escola onde trabalho toda semana tem feira orgânica. É uma delícia! As crianças adoram ficar atrás da barraca ajudando e brincando de feira. Há duas semanas encontrei cenouras bonitas, com as ramas, pequeninas, pedindo para serem levadas. Na hora me lembrei de uma receita da Vivian, do Francinha Cooks, de cenouras assadas. Levei. Cheguei em casa e cortei as folhas verdes, lavei bem, as enfileirei em um forma anti-aderente, coloquei sal, azeite e sumo de um limão e forno bem quente por 40 minutos (virando de vez em quando para dourarem por inteiro). Ficou tão bom que nem me lembro qual era o prato principal. As cenouras foram as estrelas.

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Também levei beterrabas naquele dia. E lembrei de outra receita, dessa vez da Dani Noce. Corte as beterrabas em gomos (não muito grandes) e coloque em papel alumínio.Tempere com sal, azeite, pimenta do reino e limão e feche formando uma trouxinha. Leve a forno bem quente por 40 minutos. Nham! As minhas até vazaram um pouquinho, queimando em baixo, criando uma crostinha ma-ra-vi-lho-sa. Viva a reação de Maillard!

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E pra completar minha semana apaixonada por legumes assados e tostados, comprei quiabos no mercado (desta vez não foram orgânicos0) e cortei no meio. Mais uma vez: sal e azeite e forno bem quente. Em 15 minutos estavam prontos! Lembrando de virar para tostar dos dois lados. Ficou super crocante, um sabor incrível! Eu amo quiabo de qualquer jeito, mas esse ficou bem diferente, vale provar.

Mesmo no calor que está fazendo aqui em São Paulo, não me arrependi de ligá-lo e cheguei a conclusão que os legumes são muito mais gostoso assados. Tudo muito simples e incrivelmente saboroso! Você pode variar os temperos, adicionando páprica, cúrcuma, orégano, alecrim, sálvia, manjericão, alho, shoyu, azeite balsâmico… e misturando com qualquer legume: batata, batata doce, berinjela, abobrinha, cebola, tomate, pimentão, abóbora, brócolis…o que você tiver em casa.

Queimadinho assim é sempre mais gostoso!

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A saga do bolo de limão, framboesa e sementes de papoula


Durante um domingo em família visitando a cidade de Morungaba, interior de São Paulo, encontrei sementes de papoula para vender. Foi na loja da Companhia das Ervas, cheia de tubinhos coloridos, geleias, conservas e pimentas. Eu nunca tinha visto as sementinhas pra vender… e sempre quis fazer uma receita de lemon poppyseed cake que eu via nos programas de culinária estrangeiros na TV. Sem titubear, peguei um dos frasquinhos e levei pra casa!

Então, chegou a hora de achar a receita perfeita! Não sou muito de fazer bolos, por isso nem um bolinho simples de limão eu tinha na manga pra incrementar com as sementes. Fui no livro na Danielle Noce, o Por uma Vida Mais Doce, e encontrei a receita exatamente do jeito que eu procurava: Bolo de Limão com sementes de papoula. Porém, a receita pedia oito ovos. Sim. O I T O ovos. Me recuso. Me recuso a colocar oito ovinhos numa receita de um simples bolo. Pra quê tudo isso? Se alguém souber a resposta, por favor me conte!

Impressionada com tantos ovos, que além de serem caros, também são bem complicados e se produzir, (Essa matéria Ailin Aleixo do Gastrolandia é ótima para conhecer mais de perto a produção de ovos no Brasil), resolvi procurar uma receita vegana. Vamos poupar algumas galinhas, né? Encontrei essa do Presunto Vegetariano e resolvi incrementar. Na minha cabeça tudo se complementava: “Humm, vou fazer um bolinho de limão, colocar as sementes de papoula, algumas framboesas e por cima uma farofinha crocante igual aos muffins americanos!”. Eu queria fazer um muffin gigantão, em uma forma de bolo inglês. Na minha cabeça estava tudo perfeito. Só na minha cabeça.

Foi um desastre. O bolo não assou, transbordou da forma, a farofinha crocante virou um torrão de açúcar com manteiga (essa parte não era vegana, rs) e o bolo ficou com um cheiro horrível. Foi pro lixo. Que dó das minhas preciosas e caras framboesas. 😦

Mas, não podemos desistir, não é mesmo? Claro que podemos, rs. Desisti da farofa e do bolo vegano e da minha vontade de fazer tudo sozinha sem encontrar uma receita específica pra minha ideia. Digitei no Google “bolo de limão com framboesa” e encontrei essa belezinha de receita. ❤ A única mudança foram as sementes de papoula que acrescentei, e o resultado ficou incrível! (Vamos deixar a farofinha pra uma próxima, né?)

Ficou tão bom que repeti, mas dessa vez substitui o iogurte por leite e eu só tinha 2 ovos na geladeira e deu certo mesmo assim. Ah, antes de dar certo mesmo, tive algumas dificuldades com o forno. Eu nunca tinha usado a forma de bolo inglês, e após 1 hora no forno o bolo ainda estava cru. Aumentei a temperatura e aí deu certo. Na segunda vez, já deixei assando a 230C por 50 minutos e ficou bem gostoso. Cada forno é um forno.

Bolo de limão com framboesas e sementes de papoula

1 1/2 xícaras de farinha de trigo
2 colheres de chá de fermento em pó (eu usei bicabornato de sódio, nesse caso, use para 1 colher de sopa)
1/2 colher de chá de sal
1 xícara de iogurte integral (também pode ser leite)
1 xícara de açúcar
3 ovos grandes (se faltar, use somente 1)
2 colheres de chá de raspas de limão (cerca de dois limões)
1/2 colher de chá de extrato de baunilha
1/2 xícara de óleo vegetal
1 xícara de framboesas congeladas
1 colher de sopa de semente de papoula

Para a calda:

1/3 xícara de suco de limão

1 colher de sopa de açúcar

Misture os o iogurte (ou leite), açúcar, ovos, raspas de limão, baunilha, óleo e as sementes de papoula em uma tigela grande. Quando estiver tudo incorporado, vá adicionando os ingredientes secos: farinha, fermento e sal. Mexa tudo com delicadeza até obter uma massa homogênea. Transfira para uma forma de bolo inglês untada e enfarinhada e asse em forno pré-aquecido por 50 minutos. No meu forno precisei assar a 230C.

Peixe ao molho branco com amêndoas

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Essa receita é inspirada em um prato do restaurante espanhol Maripili, um dos nossos preferidos aqui em São Paulo. Numa esquina descompromissada no bairro Chácara Santo Antônio, o concorrido Maripili encanta pela simplicidade. Todos os pratos, feitos para compartilhar, contém poucos ingredientes e muito sabor. Como não comemos carne, sempre nos contentamos com os frutos do mar servidos na casa: gambas al ajillo, bacalao a vizacaína e um bacalhau com molho branco e amêndoas tostadinhas de dar água na boca. Não consigo me lembrar o nome do prato em espanhol, portanto não sei se é uma receita tradicional, mas eu nunca havia experimentado. Pra falar a verdade até achava que não combinava muito bem, mas eu estava enganada. É um prato delicioso!

Como bacalhau é bem caro, resolvi tentar fazer com um filé de truta congelado que eu tinha no freezer. Deu super certo e ficou uma delícia! Acredito que qualquer peixe mais suave deve ficar bom. Para o molho imaginei que fosse um bechamel comum, mas senti vários pedacinhos de cebola quando comi no Maripili, então adicionei na hora de preparar o roux. Depois é só cobrir os filés com o molho e levar ao forno por 15 minutos. As amêndoas são tostadas na frigideira e pronto! Um jantar maravilhoso estará a sua espera. Aqui em casa resolvi servir com uma saladinha de coentro e tomatinhos e arroz cateto e negro. Buen provecho!

Peixe ao molho branco com amêndoas

  • 3 filés de truta
  • 1 cebola pequena cortada em cubos
  • 3 colheres de sopa de manteiga
  • 3 colheres de sopa (cheias) de farinha branca5
  • 500 ml de leite
  • sal, azeite e pimenta a gosto
  • 4 colheres de sopa de amêndoas em lascas

Em uma assadeira, tempere os filés com azeite, pimenta e sal a gosto. Pré-aqueça o forno a 200C e reserve. Em uma panela pequena, aqueça a manteiga até derreter e refogue a cebola por 3 minutos em fogo médio. Acrescente a farinha e mexa por mais 3 minutos. Acrescente o leite aos poucos para não empelotar. Em fogo baixo, mexa até engrossar. Acerte o sal. Cubra os filés na assadeira com o molho e leve ao forno por 15 minutos ou até que o peixe esteja cozido.  Esquente uma frigideira e coloque as amêndoas. Mexa a frigideira para não queimar até que as amêndoas estejam douradas. Sirva por cima do peixe. Se necessário, cubra o peixe com mais molho.

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Quibe de abóbora e molho de iogurte

Em dias de calor minha mãe sempre costumava fazer iogurte com pepino e hortelã pra comer com a salada. Eu acho uma delícia, além de super refrescante. Sempre pensei que fosse uma receita inventada por ela mesma, ou costume de família. Até que um dia fui visitar uma amiga que também tem família armênia, como eu, e encontrei o mesmo prato sendo servido. Eu parecia criança de novo, toda feliz contando pra ela que minha mãe fazia. Aí ela me contou que se chama djadãr em armênio e que na casa dela eles costumam usar orégano no lugar da hortelã e comer como se fosse uma sopinha mesmo. De novo, me apaixonei! Tanto com hortelã quanto com orégano ficam uma delícia. Dessa vez, escolhi servir com quibe de abóbora (mas eu gosto mesmo é de comer de colher!!)

Ingredientes djadãr:

  • 2 copos de iogurte natural ou coalhada
  • 1 pepino japonês em cubinhos
  • óregano, azeite e sal a gosto
  • cubos de gelo

Misture tudo em uma tigela grande.

Ingredientes quibe de abóbora:

  • 500g de abóbora cabotiá cortada em cubos
  • 2 xícaras de trigo para quibe
  • 2 xícaras de água quente
  • 1 cebola grande fatiada
  • 3 dentes de alho amassados
  • 1 maço de hortelã
  • cominho, sal e páprica picante a gosto

Em uma panela grande refogue a cebola e o alho com azeite e sal até ficar bem dourados. Acrescente a abóbora e encha 1/4 da panela com água. Tampe e cozinhe até a abóbora ficar bem macia. Enquanto isso, hidrate o trigo com água quente. Amasse a abóbora com um garfo ou use um mixer. Escorra bem o trigo e misture com a abóbora. Tempere com azeite, sal, cominho, páprica picante e mexa bem. Leve a um refratário em forno pré-aquecido a 200C por 30 minutos. Sirva com djadjãr.

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Ratatouille

Adoro fazer receitas que usam sobras! Confesso que me sinto a própria Rita Lobo, a rainha da economia doméstica rs! No domingo passado, sobrou um pouquinho do molho de tomate que fizemos para o macarrão (se quiser uma receita maravilhosa de molho, clica aqui para ver a Paola ❤ ensinando) e na hora eu pensei em fazer uma ratatouille. Na verdade, essa receita não pede molho de tomate, mas eu achei que combinou e ficou muito gostoso! Além de ser uma ótima opção para a janta, é rápido de fazer e é comida de verdade ❤

Ingredientes

  • 2 tomates maduros
  • 1 abobrinha
  • 1 berinjela
  • 2 cebolas roxas
  • 1 xícara de molho de tomate caseiro
  • Sal e azeite a gosto
  • Alecrim, tomilho ou ervas que preferir

Corte os tomates, abobrinha, berinjela e cebolas em rodelas finas. Em um refratário intercale as rodelas e tempere com sal e azeite. Coloque o molho por cima e complemente com ervas secas a gosto (eu usei alecrim). Leve ao forno pré-aquecido a 180C por 30 minutos.

Optei servir com arroz cateto e negro e ficou uma delícia! Jantar super levinho e delícia!

Pão de queijo colorido

Na escola onde eu trabalhava, uma das professoras já tinha feito a receita de pão “falso” de queijo de mandioquinha da Bela Gil e foi um sucesso. As crianças e bebês adoraram e fica realmente muito saboroso. Nem dá pra sentir falta do queijo, mas é claro que você pode adicionar na receita caso não tenha nenhum tipo de restrição.

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Na semana passada, decidi testar a receita com uma aluna particular e resolvi incrementar um pouco, fazendo suco de beterraba e couve para tingir os pãezinhos. Eles ficaram lindos e bem gostosos. Acabaram murchando um pouco quando saíram do forno, mas comemos todos quentinhos mesmo assim.

É uma ótima ideia pra fazer com as crianças na escola e explorar os alimentos que podem servir de tintas naturais nas receitas… tudo sem corante artificial, por favor!!

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Aqui vai a receita, da própria Bela Gil. Para os pães de beterraba e couve, substitua a mandioquinha por batata ou batata doce e a água pelo suco dos dois vegetais.

  • 200g de polvilho azedo
  • 300g de polvillho doce
  • 150ml de azeite de oliva
  • 500g de mandioquinha (cozida e espremida) (use batata se estiver fazendo os pães coloridos)
  • 1/3 de xícara de água (para fazer pães coloridos, use suco de beterraba ou couve)
  • 1 colher (chá) de sal marinho
  • 1 colher (sopa) de orégano, alecrim, manjericão ou açafrão da terra (para ficar mais amarelinho)
  • 200g queijo ralado (opcional)

Misture todos os ingredientes, deixando a água ou sucos por último para dar o ponto (desgrudar das mãos). Se quiser, adicione o queijo ralado. Faça bolinhas e leve ao forno pré-aquecido a 180C por 20 minutos, ou mais para dourar. Se sobrar muito, coloque as bolinhas de massa não assadas enfileiradas em um forma no congelador e após 3 horas transfira para um saquinho. Perfeito pra lancheira das crianças ou café da manhã.

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