Ratatouille

Adoro fazer receitas que usam sobras! Confesso que me sinto a própria Rita Lobo, a rainha da economia doméstica rs! No domingo passado, sobrou um pouquinho do molho de tomate que fizemos para o macarrão (se quiser uma receita maravilhosa de molho, clica aqui para ver a Paola ❤ ensinando) e na hora eu pensei em fazer uma ratatouille. Na verdade, essa receita não pede molho de tomate, mas eu achei que combinou e ficou muito gostoso! Além de ser uma ótima opção para a janta, é rápido de fazer e é comida de verdade ❤

Ingredientes

  • 2 tomates maduros
  • 1 abobrinha
  • 1 berinjela
  • 2 cebolas roxas
  • 1 xícara de molho de tomate caseiro
  • Sal e azeite a gosto
  • Alecrim, tomilho ou ervas que preferir

Corte os tomates, abobrinha, berinjela e cebolas em rodelas finas. Em um refratário intercale as rodelas e tempere com sal e azeite. Coloque o molho por cima e complemente com ervas secas a gosto (eu usei alecrim). Leve ao forno pré-aquecido a 180C por 30 minutos.

Optei servir com arroz cateto e negro e ficou uma delícia! Jantar super levinho e delícia!

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Pão de queijo colorido

Na escola onde eu trabalhava, uma das professoras já tinha feito a receita de pão “falso” de queijo de mandioquinha da Bela Gil e foi um sucesso. As crianças e bebês adoraram e fica realmente muito saboroso. Nem dá pra sentir falta do queijo, mas é claro que você pode adicionar na receita caso não tenha nenhum tipo de restrição.

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Na semana passada, decidi testar a receita com uma aluna particular e resolvi incrementar um pouco, fazendo suco de beterraba e couve para tingir os pãezinhos. Eles ficaram lindos e bem gostosos. Acabaram murchando um pouco quando saíram do forno, mas comemos todos quentinhos mesmo assim.

É uma ótima ideia pra fazer com as crianças na escola e explorar os alimentos que podem servir de tintas naturais nas receitas… tudo sem corante artificial, por favor!!

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Aqui vai a receita, da própria Bela Gil. Para os pães de beterraba e couve, substitua a mandioquinha por batata ou batata doce e a água pelo suco dos dois vegetais.

  • 200g de polvilho azedo
  • 300g de polvillho doce
  • 150ml de azeite de oliva
  • 500g de mandioquinha (cozida e espremida) (use batata se estiver fazendo os pães coloridos)
  • 1/3 de xícara de água (para fazer pães coloridos, use suco de beterraba ou couve)
  • 1 colher (chá) de sal marinho
  • 1 colher (sopa) de orégano, alecrim, manjericão ou açafrão da terra (para ficar mais amarelinho)
  • 200g queijo ralado (opcional)

Misture todos os ingredientes, deixando a água ou sucos por último para dar o ponto (desgrudar das mãos). Se quiser, adicione o queijo ralado. Faça bolinhas e leve ao forno pré-aquecido a 180C por 20 minutos, ou mais para dourar. Se sobrar muito, coloque as bolinhas de massa não assadas enfileiradas em um forma no congelador e após 3 horas transfira para um saquinho. Perfeito pra lancheira das crianças ou café da manhã.

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Panquecas para o café da manhã das férias

Já faz um tempo eu queria postar receitas para fazer com as crianças nas férias. Ou na escola (para minhas colegas professoras). E essa é uma ótima para começar, pois além de ser deliciosa, é fácil e divertida.

Essa da foto aqui embaixo foi feita durante uma aula particular de inglês com uma criança de oito anos. Foi super divertido e rápido de fazer e ela adorou! Ela mesma que colocou a massa na frigideira e virou e se sentiu super autônoma e feliz por estar cozinhando algo super gostoso! A cozinha é mágica mesmo…

Essas panquecas são aquelas que ficam bem fofinhas e altas, bem no estilo americano. Leva ovos, leite e farinha de trigo, inimigos da alimentação saudável, certo? Errado se você consumir com moderação. Panquecas são parte de um café da manhã especial e provavelmente você não irá (e não deva) fazê-las todos os dias. Maaaas, se você não pode ou não quer consumir esses produtos vou te dar uma dica: substitua o ovo por uma banana amassada, o leite por água ou algum leite vegetal, e a farinha pode ser integral. Nunca testei outros tipos de farinha, mas acredito que dê pra fazer com farinha de grão de bico, polvilho, linhaça ou uma mistura delas.

1 ovo
1 xícara de leite
1 xícara de farinha de trigo
(com esses três primeiros ingredientes já dá pra fazer as panquecas que foi a receita da foto)
2 colheres de sopa de manteiga derretida (opcional, fica mais saboroso)
1 pitada de sal
1 colher de sopa de fermento em pó
(os último ingredientes são pra deixá-las mais saborosas e mais fofinhas)

Misture tudo em uma tigela grande. Aqueça uma frigideira anti aderente e quando estiver bem quente, derrame uma concha da mistura de panquecas. Quando as bordas começarem a ficar mais amarelas, vire a panqueca e vá checando para não queimar. Empilhe as panquecas e sirva com calda, frutas, iogurte ou mel. Nessa da foto usei frutas vermelhas que coloquei uma panelinha com 1 colher de sopa de açúcar e deixei ferver por 8 minutos. Divirtam-se!

 

 

Porquê precisamos prestar mais atenção nos alimentos e não nos nutrientes que estamos comendo

Ovo é ruim. Ovo é bom. Gorduras são horrorosas. Gorduras são ótimas! Glúten faz mal. Glúten não é tão ruim assim.  Você precisa comer proteínas. E cálcio. Cálcio é muito importante. Consuma somente produtos integrais. Açúcar é o vilão. Você já consumiu antioxidantes hoje? Nem pense em carboidratos! O seu iogurte tem fibras? Esse sorvete é gluten free? 

Não é um pouco esquisito que nossas conversas sobre alimentação têm se reduzido tanto aos nutrientes? Pode parecer normal e até um pouco inteligente saber todas as propriedades benéficas (e maléficas) de um alimento, mas para mim isso tem prejudicado muito nossa relação com a comida e ao invés de nos ajudar a ter uma vida mais saudável está só atrapalhando.


O nome de Michael Pollan sempre aparecia em algum artigo ou notícia pela internet, mas eu nunca tinha dado muita bola, até a estreia de Cooked, uma minissérie documental inspirada em seu último livro, Cozinhar – Uma história natural da transformação. Foi instantânea minha identificação com suas ideias. Pollan é um jornalista norte-americano que se dedica, já há alguns anos, a escrever sobre comida e vai além das questões sobre saúde e nutrição. Ele investiga com mais profundidade as dimensões sociais, culturais, antropológicas, emocionais e mais humanas sobre a comida. E é exatamente essa visão sobre o alimento que me encanta.

Depois de ler Cozinhar, parti para o Regras da Comida. É um livrinho (mesmo) muito direto e prático. São 64 regras sobre o como, o quê e quais alimentos devemos comer, mas a introdução é preciosa e resume muito bem esse jeito um tanto esquisito de se alimentar, o nutritionism, termo usado pelo sociólogo Gyorgy Scrinis e popularizado por Pollan. Será que temos que saber exatamente todos os nutrientes que estamos ingerindo a cada garfada em cada uma de nossas refeições?  Eu acho isso muito chato. Até mesmo a Bela Gil me irrita um pouco em seu programa, Bela Cozinha, pois a cada ingrediente que vai cortando, vai nos dando informações e mais informações sobre os benefícios de cada um deles.  E aí começamos um seleção infinita do que é bom e ruim: selênio é bom, glúten é ruim; ômega 3 é bom, lactose é ruim…

Para Pollan, isso beneficia a indústria alimentícia, pois: “o foco é, antes, na identificação do nutriente nocivo da dieta ocidental, para que os fabricantes de alimentos possam fazer pequenos ajustes em seus produtos, deixando, assim, a dieta intacta, ou para que os laboratórios farmacêuticos possam desenvolver e nos vender um antídoto para esses vilões. Por quê? Bem, há muito dinheiro envolvido na dieta ocidental. Quanto mais se processa qualquer alimento, mais lucrativo ele se torna.” (p. 13 Regras da Comida). 

Ou seja, quando demonizamos um nutriente e louvamos outro, estamos desviando a atenção para o real problema de saúde: a dieta ocidental baseada em alimentos ultraprocessados. Pois, se o problema está no nutriente, a solução é fácil: tomamos pílulas e colocamos aditivos nos alimentos industrializados. O caso da farinha de trigo branca exemplifica bem isso. A farinha produzida hoje é tão refinada que ao final o produto obtido não tem nenhum valor nutricional. Bom, poderíamos rever a produção de farinha e trigo, não é? Aprimorar os processos de produção, priorizar a farinha de trigo integral, estudar os melhores tipos de trigo e assim por diante. Mas a solução foi fortificar a farinha. E até hoje comemos uma farinha porcaria e a qualidade da farinha integral produzida aqui no Brasil é péssima. (Os padeiros de fermentação natural que o digam!)

A mesma coisa para produtos sem lactose, com adição de fibras, sem gorduras saturadas…. Esses produtos exibem em letras grandes esses “benefícios”para que você se iluda e pense que está se alimentando melhor ao consumi-lo. Mas será que é verdade? O que é melhor? Um iogurte natural batido com morangos de verdade ou um iogurte grego sabor morango com adição de fibras, proteínas e blablabla?

Bom, mas comer não é só uma função fisiológica, certo? Quando eu escolho comer um iogurte com morango, não é só a fome que determina essa escolha. Motivos culturais, sociais e emocionais fazem parte disso. Ao salivarmos quando vemos um hambúrguer, pão fresquinho ou uma barra de chocolate nosso cérebro não pensa: hum, que monte de carboidratos, proteínas e gorduras suculento e gostoso! ou que monte de glúten fofinho ou ainda, quantos antioxidantes e açúcares deliciosos! Os alimentos nos despertam lembranças e emoções que são parte muito importante da nossa alimentação. A comida também precisa nutrir nossa alma.

Portanto, olhar com mais calma e sensibilidade para nosso alimento faz toda a diferença. Mecanizar nossas refeições está nos tornando menos humanos. E isso inclui fazer dietas. A SuperInteressante desse mês publicou novamente uma matéria de 2009 da Claudia Carmello sobre dietas: Dieta sem segredo e é categórica: nenhuma dieta funciona. E para mim a razão é simples: ao fazer dieta você passa a enxergar somente os nutrientes e calorias da comida e isso não é saudável.

Precisamos nos reconectar com os saberes alimentares antigos, com os ciclos da natureza, entender os processos de produção de comida, e resgatar tradições culturais que falam sobre a comida. E cozinhar nos aproxima de tudo isso. Não vou nem citar os números de pesquisas que comprovam que cozinhar sua própria comida influencia em um melhor peso, melhor saúde e por aí vai. Por isso, ao invés de conversamos sobre os nutrientes da vez, que tal trocarmos mais receitas? Em vez de falarmos sobre dietas, vamos cozinhar juntos. Prepare uma refeição para quem você ama e dedique tempo para isso. Aposte mais na simpleza dos alimentos e das relações.

 

 

 

 

Jamie Oliver e a Sadia

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Print screen do vídeo da Sadia para o Youtube

No fim do mês, Jamie Oliver e a Sadia anunciaram na mídia uma parceria que irá lançar uma nova linha de congelados gourmet e saudáveis. Na sua página no Facebook, Jamie gravou um vídeo onde diz que a parceria prevê também programas educacionais em escolas, e que acompanhou de perto as granjas da Sadia e irá garantir que todos os seus produtos “usarão frangos com bem-estar animal”.

Uma rápida olhada nos último livros e programas de TV que Jamie lançou e já dá para entender que sua parceria com a Sadia é bem contraditória. Por que lançar uma linha de congelados (aka comida pronta) se uma das suas bandeiras é que cada vez mais as pessoas aprendam a cozinhar e comam comida feita em casa? Não consigo imaginar qual vai ser o slogan da campanha. E os programas educacionais nas escolas? Tudo com o logo da Sadia, e produtos da Sadia também? Ou seja, vão falar pras crianças: “Viu, gente, é muito importante cozinhar, mas quando der aquela preguiça, compra um congelado da Sadia”. A última propaganda que vi na TV da empresa foi aquela do pai que pergunta às crianças o que querem comer de janta (como se estivessem em um restaurante). E aí cada um escolhe: estrogonofe, frango assado e blablabla. Lembrei muito do experimento que Michael Pollan descreveu em seu livro Cozinhar, que inspirou a série do Netflix, Cooked.

Pollan resolveu testar se é realmente mais prático e rápido comprar comida congelada ao invés de cozinhar para a família em um dia de semana em sua casa. E adivinhem? Foi um fiasco. Primeiro: gastaram um tempo considerável no mercado escolhendo o que cada um ia comer. Chegaram em casa e cada embalagem ficou 20 minutos no microondas para descongelar. Ou seja, não conseguiram sentar à mesa juntos. O sabor da comida não era tão parecido quanto a foto da embalagem prometia. Ao final da noite, uma quantidade de lixo considerável havia se formado. No dia seguinte, Pollan fez uma carne de panela para toda a família e o resultado foi muito diferente. A comida era saborosa. E todos podiam compartilhar de uma mesma panela, mesa, momento, aquele sabor. Estavam juntos e podiam conversar sobre o seu dia. O lixo produzido eram as cascas dos vegetais e legumes e a embalagem da carne. E ainda sobrou comida para o almoço do dia seguinte. Ah, e o custo? Comer comida congelada é caro também. Comida caseira é mais barato e ainda sobra pro dia seguinte! Resumindo: é caro, não é bom para o meio-ambiente, nem para as relações familiares e nem preciso comentar todo os conservantes que a comida congelada tem. Ah, e claro, o sabor.

É, tá difícil me convencer que a assinatura do Jamie Oliver em uma linha de congelados é coisa boa. Para mim, a grande questão é que tudo isso nada mais do que é uma campanha de marketing. A Sadia não tá preocupada com sua alimentação nem com a sua saúde. Ela quer vender mais. Como o mercado para produtos mais “saudáveis” está crescendo, a Sadia está seguindo o mercado e espera ganhar mais dinheiro com isso. Fim.

E não deixa de ser preocupante. Jamie colocando a carinha fofa pela Sadia é um atestado de que a comida da Sadia é boa e aprovada por um chef que luta por alimentos mais saudáveis. Muita gente vai comprar achando que tá fazendo bem pra si mesmo. Só que não.

“Ahhhh, mas ele vai garantir que é tudo bonitinho, os frangos são cuidados, ingredientes selecionados, vai até ensinar as crianças a cozinhar, ó que fofo!”. Gente, não existe como fazer algo em larga escala, garantindo um padrão de uma forma sustentável e saudável. É assim que a indústria funciona. Você, consumidor, quer ir no mercado comprar a comidinha do Jamie e sempre que abrir a caixinha ter a segurança de que vai encontrar sempre O MESMO SABOR e APARÊNCIA, certo? Então, isso só é possível graças a todos os aditivos, conservantes, transgênicos, modos de produção e que custam muito CARO para nossa saúde e do planeta também. Quando compramos comida de verdade não temos a garantia de que sempre vamos ter o mesmo sabor e aparência, desde um tomate, até um queijo. Por que a vida é assim. A natureza é assim.

E por último, comida de verdade não precisa de propaganda. Já viram propaganda de cenoura? Então. Jamie, quer investir na saúde e alimentação dos brasileiros? Invista nos pequenos produtores, nos alimentos locais pouco conhecidos. Seja um ativista contra os agrotóxicos, lute contra o agronegócio. Não dê mais dinheiro a uma empresa que já faz tudo errado. Precisamos investir esse dinheiro nas pessoas que cuidam da terra. A revolução que você tanto reivindica não será feita pela indústria.

Para saber mais:

Sadia lança linha de congelados “saudável e gourmet” com Jamie Oliver

Parceria entre Jamie Oliver e marca brasileira provoca polêmica nas redes sociais

Jamie Oliver sacará línea con Sadia y levanta polémica

Jamie Oliver vira garoto propaganda da Sadia

 

 

 

Creme de mandioca com cebolas caramelizadas

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Essa sopa é super fácil de fazer, nutritiva e uma delícia.

Quem me inspirou foi minha mãe que me contou que deixou a cebola bem caramelizadinha e meus irmãos chatolengos que não comem cebola, nem perceberem o que era! Tem alguma coisa mais gostosa que cebola caramelizada? E nem vai açúcar, hein! Os açúcares naturais da cebola fazem todo o trabalho e deixam ela bem docinha.

Ah, na foto nem deu pra perceber que tem cebola, né? É que na hora de fome, coloquei um monte de coentro em cima (que eu adoro em sopa) hehe. Mas ela tá ali, escondidinha.

  • 700g de mandioca cozida
  • 3 cebolas grandes
  • 5 dentes de alho
  • sal, pimenta e coentro a gosto

Em uma panela grande, refogar em azeite as 2 duas cebolas em cubos com o alho até que tudo fiquei bem douradinho. Acrescentar a mandioca já cozida e mexer bem. Cobrir com água e deixar cozinhar por 15 minutos. Enquanto vai pegando sabor, cortar uma 1 cebola em meia lua e refogar no azeite em uma frigideira. Acrescente um pouco de sal para soltar a água da cebola e ir mexendo, controlando a temperatura do fogo, até que fique marronzinha. Bater a sopa no mixer ou liquidificador e voltar pra panela. Temperar com com sal e pimenta e ajustar a cremosidade. Se ficou muito cremosa, acrescente água filtrada, se estiver com uma consistência que goste é só servir com as cebolas por cima. 🙂

Estrogonofe de palmito

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É, eu acabei de escrever no último post que não gosto de dar o mesmo nome pra pratos versão natureba, mas devo dizer que esse estrogonofe tem gostinho do que eu comia na infância, então, por isso, me reservo o direito de chamar essa receita de estrogonofe! 😀

Desde que parei de comer carne, sempre senti falta do molhinho rosinha do estrogonofe, mas mesmo com vontade de comer, não consigo engolir a carne. Quando encontrei essa receita foi pura felicidade! Já variei bastante os ingredientes: ao invés do palmito, usei abobrinha, abóbora menina, cogumelos… geralmente algum legume mais durinho.

Na semana passada achei o palmito pupunha fresco no mercado (e num preço bom) e testei pela primeira vez sem o palmito em conserva e ficou muuuito melhor. Para acompanhar sempre faço umas batatas no forno com alecrim, sal e azeite. Pode ser batata doce ou asterix e de vez em quando também gosto da palha 😀

Ah, também dá pra tirar o creme de leite e colocar leite de coco ou algum leite vegetal.

Então vamos para a receita!

  • 400g (ou 1 vidro de palmito, 1 abobrinha e 1 bandeijinha de cogumelo paris fresco)
  • 1 cebola e 2 dentes de alho picados
  • 2 col. de sopa de extrato de tomate
  • 1 tomate maduro picado (opciona)
  • sal e pimenta a gosto
  • 1 caixinha de creme de leite
  • 1 xícara de água

Refogar a cebola e o alho com um pouquinho de azeite. Acrescentar o tomate e deixar cozinhar bem. Adicionar os legumes que você escolheu e refogar. Adicionar o extrato de tomate e água, temperar com sal e pimenta e deixar cozinhar com a tampa por 5 minutos. Desligar o fogo e acrescentar o creme de leite. Misturar e servir! Hummm

Pasta de avelãs e cacau

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Essa receita é polêmica, rs. É conhecida pelo nome de nutella caseira, mas não vou chamar assim, pois na minha opinião, não ficou parecido com nutella. Não gosto de chamar as coisas mais saudáveis por nomes das coisas gordas, por que nunca vai ser igual. Tipo brigadeiro vegano… nunca vai ter o gosto do caramelo de leite do brigadeiro! Por isso tem que chamar de docinho… ou inventar outro nome, sei lá! rs

A principal diferença que notei, é que nessa receita o avelã é o ingrediente principal, e o seu sabor é super acentuado. Muuuuito diferente da nutella, que na verdade é um creme de chocolate com avelã e não ao contrário. (No rótulo, só indica 13% de avelãs). É quase uma peanut butter, mas na verdade é uma hazelnut butter com chocolate.

Ela ainda é mais polêmica, porque eu não gostei TANTO assim… Mas, como outras pessoas que provaram gostaram, achei que valia a pena postar aqui. Depois me contem se gostaram, ou se já fizeram outra receita que deu certo 😉

Usei 400 g de avelãs. Foram todas para uma assadeira em forno médio para tostar um pouquinho e facilitar a remoção das casquinhas. Depois de uns 15 minutos de forno, é só esfregar em um pano de prato limpo e as casquinhas vão sair. E não se preocupe em removê-las completamente, pois não sai tuuudinho mesmo. Outra técnica é colocá-las em um pote de vidro e chacoalhar bem.

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Depois, processe as avelãs. E não se desespere, pois essa parte demora mesmo (mesmo! tipo uns 25 minutos) mas uma hora a pasta começa a se formar. Acho que as minhas demoraram mais pois ficaram menos tempo no forno e estavam um pouco velhas, já.

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Depois que formar a pasta, adicione 1/4 de xícara de cacau e açúcar a gosto. Também pode-se usar mel, melado, stevia… você decide. Outra opção de usar chocolate amargo derretido ao invés de cacau em pó. Acho que fica mais gostoso 😉

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Pronto, é só guardar num pote de vidro bem limpinho. Pode comer com pão de fermentação natural, colocar no brigadeiro, chocolate quente….

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Suco do sol ou Limonada de açafrão da terra com gengibre da Paola

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Quando fiz a aula com a Paola no Ateliê Muriqui (contei sobre isso aqui), ela preparou essa limonada logo no começo, para nos receber. Eu nunca tinha imaginado fazer um suco de cúrcuma, afinal, essa especiaria é mais conhecida por nós em currys e pratos salgados. Mas não é que fica muito gostoso? É um sabor super diferente e nosso paladar precisa se acostumar, mas com a ajuda do gengibre e do limão fica mais fácil 😉

Recentemente a Bela Gil postou um vídeo no seu canal do Youtube sobre os benefícios da cúrcuma, e ela diz que alguns estudos apontam que ela é mais eficaz do que o ibuprofeno e é super antibacteriana e anti-inflamatória, assim como o gengibre. Nesses dias frios que tem feito em São Paulo, a sinusite insiste em me perseguir, por isso estou fazendo o suco (quase) todos os dias. No primeiro, coloquei muito limão e ficou bem forte, da segunda vez usei abacaxi para adoçar e ficou perfeito. Aliás, a versão com abacaxi está no cardápio do Arturito 😉

  • 1 pedaço de cúrcuma pequeno (umas 4 rodelas) ou 1 colher de sopa rasa de cúrcuma em pó
  • a mesma quantidade de gengibre
  • 1 limão espremido (pode ser qualquer tipo, tahiti, cravo ou siciliano)
  • 1 copo de água ou água de coco
  • mel ou melado a gosto (opcional)
  • 2 rodelas de abacaxi (opcional)

Bater tudo no liquidificador bastante. Não precisa coar 😉

Rende 1 copo.

Saúde!

Sopa Mágica

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Em um domingo à noite, friozin, já cansados passamos no supermercado. Aquele pesar de ser quase segunda-feira já pairava no ar. Olhávamos o preço dos produtos, e o desânimo tomava conta. Banana para a semana, tá faltando cândida, não esquece de pegar a farinha! Hora de ir pro caixa. Peraí, o que vamos comer de janta? Peguei um pacote de ervilha, uma cenoura e uma maço de coentro. Vamos, que hoje vai ter sopa! E aí o clima já mudou… vai ter sopa! ❤

Fazer sopa, ou um bom cozido de panela, também é algo mágico. Tudo numa mesma panela e em pouco tempo ter algo tão gostoso e que esquenta não só o corpo, mas a alma… só pode ser magia! 🙂 Fora que nesse dia também me senti um pouco maga ou bruxa colocando temperos no caldeirão, fazendo cheiros, texturas e mexendo tudo com a colher. (filha de bruxinha, bruxinha é, né mãe? Aliás, as sopas da minha mãe são sempre as mais gostosas!!)

Primeiro, refoguei a cebola, alho e a cúrcuma. Adicionei sal, páprica picante, um pouco de cominho e da cebolinha e os talos do coentro. Deixei que tudo ficasse dourado, cortei as cenouras em rodelas e coloquei junto com as ervilhas. Cobri com água e fechei a tampa da panela de pressão, por conta do tempo. Depois de 20 minutos, tudo tinha secado e grudado um pouquinho no fundo. Mas sem desespero. Adicionei água quente e bati tudo no liqüidificador. Acertei o tempero e servi com um fio de azeite, páprica e folhas de coentro. Amor na tigela. Estávamos prontos pra comer a semana. ❤